Bem, para mostrar que eu não sou um completo ser no ócio eu vos mostro agora uma das coisas que tem tomado o meu tempo, e me impedido de me concentrar neste blog.

Durante muito tempo, na verdade, digo nos últimos dez ou doze meses eu venho pensado no que me falta aprender como artista gráfico, e uma das diversas respostas que o meu “eu” interior me deu foi: Pintura.

Mas bem, não pintura em tela, pois apesar de muito apreciar esta, eu não sinto vontade de tentar algo do tipo, ao menos por enquanto. Mas sim pintura digital. E então com o advento da internet e um pouco de lucidez eu comecei a procurar em alguns lugares (vulgo Pirate Bay) alguns tutoriais úteis de pintura, e consegui por fim um bem prático, e foi este que me permitiu fazer esse teste que eu posto abaixo.

Claro, algumas coisas com o tempo eu acerto, mas eu acho que o resultado final ficou bem satisfatório, então em breve eu começarei a postar mais de meus trabalhos, alguns somente arte-finalizados, e outros pintados digitalmente.

E aproveitando o posto sobre desenho e pintura, eu comunico a todos os cinco ou seis leitores do blog que foi criado um novo blog. Mas este servirá apensa para divulgar as oficinas em nossa escola de artes, da qual eu sou um dos professores (mangá e comics), assim como qualquer evento de arte que eu venha a ficar sabendo, e também em breve começaremos (eu e meu ego) a postar alguns animes que eu acho que todas as pessoas deveriam assistir ao menos uma vez na vida, e algumas revistas que também deveriam ser lidas.. O nome do Blog é Oficina de Artes (Muito original eu sei).

Então, entrem lá olhem tudo, e se inscrevam na oficina de desenho de mangá (recomendo, o professor é tri).

Ps. Eu estou precisando de modelos femininos, alguém quer me dar uma força ai?

Ps2. A pintura foi minha, o desenho não.

Um homem é apenas um homem

Assim como um cão é só um cão.

Mas nenhum cão tem um dia de homem

Só o homem tem um dia de cão.

Ultrapassadas as 30 mil visitas e contanto.

Eu sou um homem a frente de meu tempo

Especificamente dois minutos e 30 segundos a frente.

Com naquele filme do Nicholas Cage, só que com mais inteligência, menos glamour e sem Jéssica Biel.

Se eu sabia que aquilo ia acontecer com a terra? Sim eu sabia.

Você não tem idéia de como dois minutos e trinta podem significar a diferença entre a vida e a morte. Para mim já fizeram a diferença 23 vezes.

E daqui a um minuto e 27 segundos não vai ser diferente.

Walking around in the days
Out for days now
Talking it up as amazing,
A maze that I’m in.
Looking at the stars for the answers
But all that I found was silence and dirty ground

If only you could see me now
If only you could hear me out
If only it was only me now.

Listen just a little bit harder
The hearts tell the truth
Is it just a pistol on the edge
To keep you moving
You’re looking like you’re looking for something
And now, you’re surrounded by silence.

kt tunstall - if only

Follow me to a land across the shining sea
Waiting beyond the world we have known
Beyond the world the dream could be
And the joy we have tasted

Follow me along the road that only love can see
Rising above the fun years of the night
Into the light beyond the tears
And all the years we have wasted

Follow me to a distant land this mountain high
Where all the music that we always kept inside will fill the sky
Singing in the silent swerve a heart is free
While the world goes on running and turning
Turning and falling.

Ghost in The Shell Innocence


Mais uma vez, outro dos melhores animes que eu já vi. Acho que a grande diferença da cultura ocidental ara a nossa em termos de desenhos, é a noção de que uma animação é apenas mais uma forma de contar uma boa história, e não um nicho obrigatoriamente de “filmes” como a Turma de Mônica que são essencialmente infantis e tratam de temas mais “adultos” com a profundidade de um playboy de 15 anos. Água na canela.

Vejamos por exemplo diretores (sim porque para os japurungas eles são diretores), como Hayao Miyazaki, que fez a Viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso, Katsuhiro Otomo de Akira e Steamboy, e o Shirow (tri que eu escrevi isso, e meu corretor ortográfico me perguntou se eu não queria trocar por Xerox) de Ghost in The Shell. Para eles as tais animações servem para contar suas magníficas histórias de uma forma realizável, pois que de outra forma se tornaria muito caro para concretizar.

Se ao invés de ter feito uma animação, o Otomo tivesse escolhido uma forma comum de filmagem, com atores, cachês e o cacete a quatro, nós estaríamos até hoje esperando por um obra como aquela, pois o orçamento seria enorme, e grande parte dos efeitos, e tons do filme não poderiam ter sido passados, pois a animação em si se trata de uma liberdade para com a realidade, na forma de uma caricatura realista da mesma.

Mas hey, já chega, eu não pretendia me estender tanto.

Bem as novidades são as seguintes:

- O blog em breve vai ter animes, e revistas para downloads, porque ao invés de apenas dar minha opinião, eu resolvi também dar uma chance de iluminação para algumas cabecinhas.

- Passaremos por uma reformulação de Layout dentro em breve também e talvez de endereço.

- E agora o Blog também possui sua própria rede social no Ning. Então entre lá, participe, mande fotos, vídeos, pode inscrever sua RSS e tudo o mais que você consiga pensar, mas sem fotos nuas, por favor. A não ser é claro que você seja uma jovem garota esbelta, nesse caso meu e-mail é…

www.liberdadecriativa.ning.com

See you space cowboy.

O céu cor de ferrugem abriga um mundo que não e mais o mesmo. A natureza retomou grande parte daquilo que era seu por direito, e hoje os filhos mais jovens de um Deus caótico vivem como podem em uma terra selvagem.

O dinner na beira de um grande desfiladeiro lembra filmes dos anos 50 na qual jovens se reuniam em frente a tais estabelecimentos para logo depois saírem em uma descontrolada corrida descendo os vales próximos.

No interior do local uma mulher assustada olha para o cano de um enorme e prateado logotipo da Smith & Wesson, sabendo que o próximo projétil pode não ser apenas para assustar, e ao invés de quebrar o vidro da porta da geladeira de bebidas, pode espelhar um liquido muito mais denso que o mais venenoso destilado.

- Ria comigo gracinha…porque você não esta rindo? Não acha engraçado que eu tenha perdido tudo aquilo que eu tinha? Ria!!!!!!!

A porta se abre fazendo aquele irritante barulhinho de conchinhas para avisar que um novo consumidor chegou a casa.

Os quatro homens olham de imediato o magro jovem que acaba de entrar com seus fones na cabeça, e parece nem ao menos notar o que esta a acontecer.

- Hey, seu idiota!!! Você não esta vendo o que esta acontecendo aqui?

[Somente o som que emana dos fones é ouvido em resposta]

- Hey seu monte de merda, você não esta me escutando?

O homem sorridente se aproxima apontando a arma e rapidamente é puxado por sobre a prateleira de bolachinhas recheadas. Ele olha atônito e se vê sendo atirado de um lado para o outro por algum animal feroz, indo parar sobre o corpo de outro de seus companheiros. Os projeteis começa a vorá para tudo o que é canto, como mendigos, procurando algum local para se alojarem.

Uma mulher grita.

Um dos projeteis disparados por um homem negro e alo a atingiu no meio da perna direita. O homem procura por seu alvo que sumiu em meio ao mar de comida congelada. Seus olhos vasculham o perímetro, e vêem somente a enorme bandeja de peixe congelado vindo em sua direção.

Seus olhos sentem o gelo se partir, assim como o próprio nariz, somente para rapidamente serem esquentados em uma maquina de café expresso.

Ele grita pelas queimaduras de segundo grau na face e é nocauteado por um chute.

- Parado ou eu mato a velhinha!!!

O jovem de cabelo rastafári parece estar realmente falando a verdade, e pelo olhar em sua face ele não iria sentir nenhum tipo de remorso em fazer às vezes de Pollock com a senhora presa em seus braços.

- Você me ouviu seu Hippie de merda? Eu mato essa velha!!! Larga a arma agora!!!

A voz sai calma, quente.

- Eu acho que você se enganou garoto. Eu não estou aqui fazendo caridade. Eu não salvo pessoas, nem tiro gatinhos de cima de árvores. Isso aqui para mim é trabalho.

- Seu idiota sem coração – Brada a Sra. Bradley.

- Seu cowboy filho da mãe! – Grita o rastafári.

Ele empunha a arma como os velhos samurais empunhavam suas katanas, e o som alto, e curto do disparo é ouvido. Mas quem cai no chão é o Rasta. Atingido em cheio na mão. E depois mais uma vez no ombro.

Tudo acabou.

A velha observa o corpo ofegante caído no chão.

- Hey, ele te chamou de cowboy. O que diabos é você?

O som da bebida se esvaindo pelo chão.

- Apenas um humilde caçador de recompensas.

O que dizer quando se não tem mais nada a dizer? O que se pode falar a alguém que não mais quer escutar?

Quando as palavras já se tornaram pedras, e a alma uma muralha intransponível não há mais nada que se possa fazer neste mundo.

Apenas esperar, e esperar.

Pois até mesmo agir em certos momentos não se torna a reação apropriada. Pois assim como Sun Tzu uma vez disse, é necessário reconhecer a derrota, pôr a espada na bainha, e se preparar para um outro dia, uma outra batalha onde os números sejam mais favoráveis.

Sharp like an edge of a samurai sword
the mental blade cut through flesh and bone
though my mind’s at peace, the world out of order
missing the inner heat, life gets colder
oh yes, I have to find my path
no less, walk on earth, water, and fire
the elements compose a magnum opus
my modus operandi is amalgam
steel packed tight in microchip
on my arm a sign of all-pro
the ultimate reward is honor, not awards
at odds with the times in wars with no lords

a freelancer,
a battle cry of a hawk make a dove fly and a tear dry
wonder why the lone wolf don’t run with a klan
only trust instincts and be one with the plan

some days, some nights
some live, some die
in the way of the samurai
some fight, some bleed
sun up to sun down
the sons of a battlecry

look, just the air around him
an aura surrounding the heir apparent
he might be a peasant but shine like grand royalty
he to the people and land, loyalty
we witness above all to hear this,
sea sickness in the ocean of wickedness
set sail to the sun set no second guessing
far east style with the spirit of wild west
the “quote-unquote” code stands the test of
time for the chosen ones to find the best of
noble minds that ever graced the face of
a hemisphere with no fear, fly over

the blue yonder
where the sky meets the sea
and eye meets no eye
and boy meets world
and became a man to serve the world to
save the day, the night, and the girl too

- Então, me diga porque você é assim?

- Assim como?

- Assim você sabe, um idiota completo com as outras pessoas?

- Hey, o que isso quer dizer hein?

- Você é burro, ou só não lavou as orelhas hoje?

- Ah, vai toma no c*!!!

[...]

- Você não sabe muito bem lidar com as pessoas não é mesmo, e nem com criticas. Porque isso hein?

- O que você faia se eu dissesse que vou enfiar meu pé tão fundo na tua bunda que tu vai sentir ele coçando o teu nariz?

- Viu é isso que eu quero dizer. Você simplesmente usa a violência verbal, e física como melhor argumento quando nenhum dos seus outros argumentos funciona.

- Que tipo de resposta tu espera me fazendo esse tipo de pergunta?

- Sei lá, talvez alguma confissão, alguma coisa profunda e íntima? Vai saber, eu só faço as perguntas e não as respostas.

- Eu não lido bem com as pessoas cara, porque…

- Porque você as despreza, porque você nãos as acha no mesmo nível que você? É isso?

- Talvez seja isso sim cara. De certa forma eu desprezo 90% das pessoas por seus olhos fechados, por suas bocas abertas, e por suas mentes vazias. Talvez seja mesmo porque eu conseguiria ter uma conversa mais interessante com uma maçaneta do que com esse tipo de pessoa. Esse tipo de massa, esses tipo de ser acéfalo.

- Nossa, um tanto quanto elitista da tua parte não é mesmo? Você Não quer também matar alguns judeus, ou pregar algum tipo de raça superior?

[...]

- Tosco.

- Mas é um tanto quanto uma opinião dura para alguém que diz que odeia pessoas intelectuais e afins…

- Pode ser cara, eu só sei daquilo que eu gosto, e das coisas que eu odeio, e nada mais.

- Isso tem a ver com a tua família?

- O que tu quer dizer com isso?

- Ah, ce sabe, a tua relação com eles talvez tenha feito com que tu te sentisse de alguma forma, um outsider, um estranho no resto do mundo onde todas as outras pessoas pareciam felizes…

- …

- Talvez toda essa tua atitude ácida e maligna seja para afastar as pessoas, como se aquelas que conseguissem passar por esse tua barreira fossem os dignos de confiança. Pessoas que não iriam te magoar, ou alguma coisa frutinha desse tipo?

- EU realmente acho que tudo isso que tu tá falando é um monte de merda pseudo intelectual vinda da boca de alguém que não sabe absolutamente de merda nenhuma sobre o meu ser, e acha que com filosofias baratas saídas da porta de um banheiro masculino qualquer pode vir aqui para me dizer algo sobre as coisas que me movem.

- …

- Eu só sou melhor do que o resto, e sei disso.

Let’s put a smile on that face of yours.

Hoje foi um dia que realmente marcou, porque hoje eu assisti junto a um amigo o tão aguardado Batman The Dark Knight.

Admito que eu não estava levando fé em todos os comentário de jornalistas e blogueiro que já haviam visto o filme em sessões fechadas a algumas semanas, e diziam que ele deixava no chinelo qualquer outro filme de super herói deste ano. Eu vi Hulk, vi Homem de Ferro, e achei ambos muito bons. Principalmente o Homem de Ferro, cuja história, armadura e tudo mais ficou muito bom. Digo, Boa.

Acompanhei alguns virais do Bat por diversão, liguei inclusive para um dos números de telefone indicados em um dos sites (e ouvi o Coringa dizer que tudo havia acabado que ele iria explodir tudo), mas confesso que ainda assim não estava achando animal. Mas o filme é muito mais do que eu jamais poderia sonhar, esperar, imaginar em toda a minha imaginação lunática. Ele é muito, muito, mas muito bom and good.

Admito para minha vergonha mais uma vez que também não levava fé em por atores de renome em filmes de heróis, mas depois de notar que eles conseguem dar uma profundidade maior aos personagens (vulgo Ledger), eu penso que devíamos chutar a bunda desse bando de pé de chinelo que faz filmes sem saber sobre os personagens (vulgo aquele magricela que fez o Super Homem).

E Ledger continua sendo o nome a qual todos nós vamos lembrar-nos durante muito tempo por causa desta película. Pois ele conseguiu fazer com que um personagem difícil, que já havia sido interpretado antes de forma no mínimo eficaz ficasse ainda melhor e even better.

O Coringa dele é um lunático sem limites e sem moral, do tipo que faz com que você mije nas calças, e grite como uma menininha pela sua mãe antes dele fazer o truque do lápis desaparecendo com você.

Não há realmente como por em palavras tudo o que eu senti dentro do cinema nessas duas horas e meia que passei dentro do mundo por eles criado. Todas as emoções, aff…tudo.

Cada uma das cenas merecia ser contada e esmiuçada, cada um dos personagens, cada uma das interpretações, cada uma das locações, das idéias… assim se segue uma lista longa.

Mas hey, eu sou fã do Bátima, e sou fã maior ainda do Coringa, e ainda mais agora fã do Ledger.

E falando mais uma vez nesse falecido guri, eu vos digo que uma das coisas que mais me atingiu durante o desenrolar do filme foi lembrara que essas eram as últimas cenas inéditas do ator que nós jamais veríamos na terra. Posso dizer para mim ele morreu mesmo não em janeiro, mas no momento em que os créditos finais começaram a subir. Foi ali que sua morte se tornou real. Claro que eu sei como isso soa estranho já que eu não conhecia o cara, nem mesmo morava no mesmo país que ele ou sei lá o que mais. Mas é que de alguma forma eu acabei me identificando com a pessoa, e com seus personagens, e ainda mais porque isso ainda me lembra de que nada continua para sempre no mesmo lugar. Realmente eu digo, e sem boiolice que vou sentir falta dessa cara.

Mas ele deixou uma marca incrível no mundo ao menos. Se não pelas suas interpretações anteriores, ao menos por essa, e pesa ainda mais saber que ele teria um futuro fodástico de ator à frente, se claro não tivesse encontrado antes a pequena irmã do Sandman.

Isso me fez pensar, e lembrar-me de como as coisas passam, o tempo passa, as pessoas passam (sem piadas com cobradores e fiscais, por favor), e de como comentar sobre algo, sem ter estado lá, sem ter presenciado torna branda a coisa.

Claro que nesse momento eu não consigo ainda ordenar meus pensamentos de forma coerente ainda. A emoção ainda esta presente e o fôlego ainda não voltou por completo. Mas o que eu quero dizer e o seguinte. Pegue por exemplo a maneira como falamos da segunda guerra hoje em dia, e de como falamos sobre aquele austríaco loco (se bem que todos os austríacos famosos eram excêntricos). É uma forma muito mais branda, mas inocente do que era antigamente, porque o tempo cura ceras feridas, faz com que certas marcas sejam esquecidas. Mas fale com alguém que esteve em Auschwitz, e ele vai lhe contar sobre horrores, e situações que fariam qualquer um de nós chorar.

Talvez ainda eu não tenha conseguido explanar tudo, mas continuo então, porque ao menos para mim faz sentido por enquanto.

Esse filme é um exemplo do que eu estou dizendo, porque atrelado a ele nós temos diversas coisa, nós temos aquele sentimento de grandeza maior, de realidade, de buzz, e isso vai se perder com o tempo, o que é lastimável. Nós hoje estamos dentro do contexto do filme, hoje ele tem o feeling (obrigado Maurício) que não vai ter na época dos nossos filhos. Que vão simplesmente olhá-lo, e dizer “Que massa…”, mas não vão saber que durante um ano nós tivemos virais do filme, e sites brotando pela net. Não vã saber que um dos maiores atores de nossa geração morreu precocemente após concluir essa que foi sua melhor encarnação de personagem. Não vão sentir o que eu senti ao ver aquele horrendo Coringa destruindo coisas, e sendo engraçado, de uma forma negra, mas ainda assim engraçado enquanto fazia essas atrocidades. Pois o feeling se perdeu, o contexto passou, o tempo correu.

Eu não espero viver para sempre, não espero nem mesmo ficar aqui durante muito tempo, mas espero poder explicar para alguém de forma coerente tudo aquilo que aconteceu dentro de seu contexto, e deixar por aqui minha marca, for good, or bad.

But then again, Why so Serious?

Eu sei que eu pdoeria continuar escrevendo sobre o filme durante mais umas duzentas linhas, e falando sobre o tempo, e saudade, mas para aqueles que me conhecem, eu sei que eles já conseguiram captar tudo o que eu queria dizer, e continuar agora seria apenas infrutifero.

Me resigno então mais uma vez a dizer que o filme é tri, o Ledger é foda, e vai fazer muita falta, e que o Coringa é assustador. Talvz outro dia eu fale sobre algo a mais.

Ps. Eu não editarei esse post, e não usei corretor ortográfico, então qualquer erro de português engula ou eu vou fazer o truque do lápis com vocês.

E as duas moças conversavam em tom quase furioso. Como as multidões insanas na idade das trevas que ansiavam por queimar alguma coisa ou alguém do qual não possuíam conhecimento algum, julgando-se superiores em todas as formas.

- Eu não acredito nas pessoas que ouvem funk.

- É, é tão tosco, aquele bando de maloqueiro dançando.

- Música de vagabunda, e de bandido. Não sei como alguém pode se divertir com aquela merda, aquelas letras sem noção.

- Esse bando de gente que não sabe nem ler e escrever certamente não esta nem ai para a letra da música, eles querem mais é engravidar no meio do salão, e depois dizer que não sabem quem é o pai do filho por que estavam de costas…

[Risos]

Com um sorriso, eu entrei na conversa.

- Vocês têm que entender que o funk é muito mais do que música para pessoas que possuem Qi abaixo de 75. É toda uma cultura envolvida na criação das músicas, é todo um suingue do gueto. No contexto da música nós podemos perceber toda uma nova linguagem da rua, um jeito de se expressar, de mostrar tudo aquilo que as cidades brasileiras, e o também os cidadãos brasileiros são.

- O Funk é a nova MPB, é música de vanguarda, apreciada até mesmo na Europa, e não somente uma hype passageira motivada por pessoas que não sabem quantas letras realmente há no alfabeto. Funk é cultura, funk é o brasil.

Com um sorriso eu terminei, e observei aquelas caras de “puta que pariu, que filho da puta doente”, enquanto elas me observavam não acreditando no que eu havia vomitado em cima delas. Logo eu que gosto de Jazz.

E eu pensei:

Sarcasm not detected.

Não enfrentes monstros sob a pena de te tornares um deles.

E se contemplas o abismo,

A ti o abismo também contempla.

- Friedrich Wilhelm Nietzsche

Sabe como eu sei que uma historia foi boa, se realmente foi bem contada?

Porque eu sinto.

É o chamado feeling. Aquilo que os músicos memoráveis têm em si, que os tornam diferentes do resto da grande massa. Aquele jeito de improvisar, aquela forma de sentir, de tocar o mundo fluindo ao seu redor. Aquele fechar de olhos no sol, para que possamos por apenas alguns momentos sentir o calor em nossos corpos. A sensação.

Pois bem, pra mim é assim. Eu sinto.

Mas não é qualquer filme de sessão da tarde que anuncia em “primeira mão” as aventuras de uma “turminha da pesada” que me fazem ter esse feeling, nem mesmo histórias tristes sobre um cachorrinho que se perdeu de seus donos durante a mudança. Não isso não. Histórias boas me fazem ter este feeling. E por sua vez o feeling se faz notar apenas quando ouço/vejo alguma história boa.

Dizem que o nosso cérebro não sabe realmente identificar uma situação real, de alguma coisa magnificamente produzida em algum estúdio de Hollywood. Por isso ficamos com medo quando vemos Jason estripar alguém, ou aquela menina que precisa de um cabeleireiro saindo do poço, ou aquela riste historia sobre a morte do marido de alguma mocinha que lhe faz alguma surpresa pós morte.

Em suma o sentimento vem em uma onda irrefreável, e acomete-me durante algum tempo, e eu me torno um com a história, absorto em seu mundo. Durante apenas alguns segundos talvez. Mas segundos estes, que já fizeram valer a pena cada palavra lida, cada cena vista, cada segundo desperdiçado.

Pois que ultimamente eu tenho me cercado de boas historias. Muito boas por sinal. A maioria claro, por indicações de amigos/ amigas, e uma até mesmo por forças maiores, ou diria eu, pessoas maiores e mais fortes.

Em primeiro lugar me veio a vontade de voltar a ver uma série que durante alguns dias foi minha obsessão, e ainda anos depois continua como a minha top 3 em qualquer lista de boas histórias.

Cowboy Bebop.

Uma ótima série, ambientada em algum futuro distante, mas ironicamente muito parecida com a nossa realidade, onde cowboys (caçadores de recompensa) vagam por ai atrás de bandidos. Toda a história tem um visual retro, talvez pulp, um pouco pop steampunk, com desenhos fluidos, e roteiro bem amarrado e adulto. Como eu gosto.

Lembra-me de certa forma uma extinta série da Fox chamada Serenity, onde um grupo de Cowboys espaciais viaja por ai fazendo as mais diversas coisas possíveis.

Mas cowboy, ou devo dizer, o criador teve o ótimo senso de timing, ou seria feeling? De fazer apenas 26 episódios, e um filme, que por sinal é tão bem feito, ou talvez melhor do que a própria série em si.

26 Episódios fizeram com que eu me sentisse um dos personagens, com que me identificasse com eles. Com que ao chegar a casa eu lembra-se de que um novo episodio eu veria, uma nova história, uma nova visita a este mundo fantástico. Mais ou menos igual à vez que li o apanhador no campo de centeio. Identificação. Foi isso que aconteceu.

Mas como o tempo não pode voltar só continuar, uma hora os episódios acabaram, de forma triste, mas sóbria. E foi como se amigos queridos me tivessem dado a noticia e que iam viajar para muito longe.

Aquela sensação de perda sabe? Aquele vazio, aquela saudade.

É isso que uma boa história nos faz sentir.

Foi então que na internet vi algum anuncio sobre uma revista que possivelmente ia ganhar o Eysner Award deste ano, uma tal de Pride of Baghadad (Leões de Bagdá). Escrita por Brian K. Vaugham, que sei eu é um ótimo escritor resolvi ler também.

Baixei o arquivo (vocês não acreditam no quanto eu economizo em quadrinhos, apenas buscando eles no Pirate Bay), e comecei a ler.

Uma história que começa devagar, mostrando a vida de quatro leões (na verdade um leão, duas leoas, e um filhote) que viviam no zoô da cidade de Baghadad na época em que os Estado Unidenses resolveram invadir em busca de seu petr… quer dizer, terroristas.

Li mais tarde que se tratava de uma historia baseada em fatos reais. Mas claro, os leões não falam na vida real, bem, ao menos não em uma língua na qual nós entendamos.

Continuei a ler sobre como eles escapam das grades e fogem das explosões, adentrando uma cidade semi-deserta em busca de alimento, e de abrigo. Como encontram uma tartaruga anciã, atormentada pelo último conflito por petróleo na região, que vitimou sua família. Como se recusam a comer um cadáver humano, citando lealdade as pessoas que durante anos lhes alimentaram.

Mais uma história que passo a passo me levou a uma conclusão surpreendente. Forte. Até mesmo brutal. Mais uma vez a identificação.

E para aqueles que eu sei que não vão baixar eu vos digo:

Assim como na vida real, brutal. Também os leões são mortos pelo exército.

Pois são assim mesmo os sentimentos. Brutais, violentos. Em boas histórias eles nos violam sem permissão (me perdoe o trocadilho com o Comediante).

Eu que desconsidero de importância muitos dos sentimentos, os encontro em páginas amarelas, ou digitais de quadrinhos, ou em frames de animes.

A citação do começo do post é de Nietzsche, mas também é encontrada na última página do capítulo VI de Watchmen, onde finalmente vemos o rosto de Rorschach, o anti-herói que simboliza tudo o que boas historias proporcionam a nós.

A brutalidade, a paixão, e nesse instante a identificação.

Ele não é só mais um personagem e alguma história em quadrinhos ridícula a que poucas pessoas ouviram falar, ou se ouviram foi de relance.

Seguindo a máxima de seu criador eu diria que no momento em que aceitamos as suas idéias, e o temos com alguma personalidade, ele existe. Em alguma dimensão fora da nossa é claro, mas existe. Como todos os nossos sonhos e pensamentos existem, se não no futuro, no passado, ou em algum lugar paralelo a nós. Como na casa de espelhos do parque de diversões, onde vemos a nós mesmos de diversas formas diferentes, de diversas perspectivas.

Eu escrevo nesse momento para que o feeling não passe por minha mente a acabe apenas em mais alguma história mental infrutífera. Eu escrevo agora para exorcizar o pensamento que me assombra, para queimar em minha mente as palavras e idéias, para que elas sejam varridas de minha mente, mas não desta realidade. Como um mago que decorou suas magias, e as dispara, esquecendo-as até mais uma vez decorá-las.

Posso eu dizer sem medo, que prefiro muitas vezes as páginas dos quadrinhos, os rostos em filmes e animes, até mesmos as histórias de minha cabeça, ás pessoas de nossa realidade. Porque por mais que um vilão seja inescrupuloso, por mais que um ato seja horrendo, ainda nos quadrinhos eles meramente fazem parte de uma boa história, de um bom conto, que vai ter alguma hora um fim. Mas a vida real é muito pior, é muito mais negra do que qualquer história, e essa não tem fim, pois mesmo que não sejamos mais personagens ela continua em uma ciranda psicótica para sempre.

Na vida real não existem super heróis espancando os vilões. Na vida real não existe bem e mal. Apenas uma grande escala de cinza, a qual todos nós nos encaixamos.

A vida real é mais cínica, negra, úmida e terrível do que o mais bem executado dos quadrinhos, do que a mais bem contada das histórias, mas ironicamente não me desperta nenhum feeling.

Ps. Comecei a ver Death Note, Comprei o primeiro livro de RPG em dois anos E um casaco muito New York.

Dentre as muitas coisas que os japoneses fazem de útil nesse mundo ( Mangá, telefones, e colegiais), eu acabei por encontrar esse pequeno vídeo muito massa.

Não é segredo para ninguém que eu adoro mortos vivos, ou melhor, filmes e livros e jogos, nada de necrofilia u algo parecido. Saca só.

Mas sério, falando em mortos-vivos, para aqueles que como eu também curtem a idéia, e o medo envolvido em algo desse tipo, e já ficou algum da pensando se conseguiria escapar de sua cidade se ela fosse infestada por esses seres, eu recomendo que procurem pela revista: Os Mortos-Vivos, ou em inglês, The Walking Dead.

Uma revista muito boa, com uma premissa simples: Cara que acorda no hospital depois de ter levado um tiro se vê rodeado de zumbis comedores de crânios. E a partir daí a começamos a acompanhar sua jornada em busca de sua família que pode ou não estar viva. Como eu disse a história é simples, e não possui nada de viagens psicodélicas tipo Resident Evil, com armas massacrantes de zumbis. Não. Toda a história é envolta da busca de paz num mundo morto (desculpa o trocadilho). Como nas histórias antigas do Homem Aranha, nós acompanhamos o cotidiano dos sobreviventes.

E para os xiitas de histórias sci-fi, não, não tem nenhuma explicação cientifica para o fenômeno.

Ruawrrr (legenda idiota)


“[...] Há duas classes de homens, os homens livres e os escravos; o homem nasce escravo de suas necessidades mas pode libertar-se pela inteligência. Entre os que são libertos e os que o não são ainda a igualdade não é possível. À razão compete reinar, aos instintos obedecer. De outro modo, se derdes a um cego outro cego para conduzir, cairão ambos no abismo. A liberdade, não o esqueçamos, não é a licença das paixões libertas pela lei. Esta licença seria a mais monstruosa das tiranias. A liberdade, é a obediência voluntária à lei; é o direito de cumprir o seu dever e só os homens razoáveis e justos são livres. Ora, os homens livres devem governar os escravos, e os escravos são convidados a libertar-se; não do governo dos homens livres, mas desta servidão das paixões brutais, que os condena a não existir sem senhores.”

Eliphas Levi

O livro da Lei.

Eu admito cada um dos meus defeitos, e me apego também a eles com afeto. Não sou exatamente o tipo de pessoa que fica se lamentando por ser assim ou assado. Simplesmente somos.

Mentiroso? Sim, podemos dizer que sim. Mas creio que tal época já tenha ficado para trás ao menos. O engraçado em falar isso, é que se em primeiro momento eu admito uma coisa dessas, possivelmente a afirmação de que não vejo motivo em mais ser assim, vai também ser tomada como uma breve omissão da verdade.

Nós homens mentimos sim ( grande novidade), e mentimos na maioria das vezes por causa de sexo ( ou mais especificamente para consegui-lo). A famosa trova.

Mas enfim, o que eu realmente estou tentando visualizar mesmo, é o quanto uma verdade pode ser tão duvidosa quanto uma mentira mal contada.

Mas qual a diferença entre uma verdade e uma mentira?

Bem, creio que eu já tenha cansado de falar,( inúmeras vezes para mim mesmo), que não existe realmente para um ouvinte uma prova que sem duvida ateste veracidade de um fato.

Tudo mesmo se resume a pericia do locutor, sua desenvoltura ao falar.

Já contei mentiras de diversas formas, e de diversas formas diferentes elas foram 3ncaradas como verdades,então posso com certeza atestar minha própria afirmação.

Mas algumas vezes, ao contarmos alguma coisa que realmente aconteceu, devido a forma de contarmos, e os meios também usados, ela pode parecer a mais descarada e mal executada mentira. Falcatrua.

Porque eu digo isso.

Bem, vejamos. Hoje eu me lembrei duma história logo cedo, de quando eu trabalhava para um terrível e inescrupuloso provedor de internet ( Terra), e tinha acesso a dados muitíssimos importantes de empresas e de pessoas físicas ( CPF, RG, endereço, telefone, Cnpj, numero do cartão, conta em banco…), e por causa disso, certa vez um tio meu me chegou com a proposta de que eu lhe passasse os dados de algumas pessoas ( tipo, umas dezenas de pessoas), para que ele pudesse usar os dados de alguma forma. E para me convencer ele me disse o seguinte: Cara, com esses dados a gente pode até tirar uma moto zero pra ti.

Óbvio que o que ele quis dizer foi: “Cara, com os dados de outra pessoa, nós podemos fingir ser ela, e comprar alguma coisa, e no fim a conta vai para ele, já a moto a gente trampa pra ti.”

Não preciso dizer que eu ando de ônibus, pois mesmo admitindo que por muitas vezes eu sou um canalha amoral ( como me disse um amigo ) eu jamais faria algo desse tipo, pois de forma alguma eu gostaria de prejudicar outra pessoa por minhas ações, sem que ela merecesse.

Enfim. Ma então eu contei essa história para uma pessoa, mas depois eu fui me lembrar da historia, e da forma como eu repassei para a pessoa e percebi que ao menos ao meu ver, aquilo foi a maior mentira inventada para se gabar de alguma coisa aleatória.

Irônico não é?

Que uma verdade possa ser tomada como uma mentira dessa forma tão ingênua.

Não quer dizer que a outra pessoa tenha achado que o que eu contei foi uma mentira, mas ao menos para mim, que sou uma pessoa desconfiada das coisas, devido a maneira mal executada que a história foi contada ela já seria tomada dessa forma.

Isso demonstra exatamente a minha afirmação de que não existe uma diferença palpável, apenas a habilidade, ou nesse caso a falta dela.

Eu minto, tu mentes, ele mente, nós mentimos, todo mundo mente, até a sua avó.

Mas algumas vezes ( e mais uma vez digo isso por experiência) mentir é mais fácil do que dizer a verdade.

Eu não estou falando daquele monte de porcaria de ferir os sentimentos de outra pessoa e tal, mas sim de como algumas vezes as pessoas preferem acreditar mesmo em uma mentira, do que encarar a verdade. Porque as vezes não somos “nozes” (lembra? Arverezes?) que criamos as nossas máscaras, mas sim as pessoas ao nosso redor.

Você sabia que o nosso cérebro demora menos de 10 segundos para criar um pré-conceito de uma pessoa que você acaba de conhecer? Isso é a primeira impressão. E como dizem, ela realmente fica durante muito tempo. O que quero dizer então é que de certa forma nós muitas vezes somos enganados por nosso mais fiel (não o de todo mundo) amigo (não o cachorro), o cérebro.

Viu? Todo mundo mente.

Mas digo que o exercício de enganar as pessoas só é valido mesmo, quando não tentamos enganar a nos mesmos também.

Você pode inventar por diversão para o pipoqueiro que você veio de Berlim ( e pode fazer aquele sotaque alemão tosco), e isso vais ser algo que você vai poder contar à alguém e rir. Mas se você começa a inventar um super-herói de si mesmo, é melhor você saber que no fim do dia não importa se você foi Bruce Wayne, Bruce Lee ou Bruce Dickson, você alguma hora vai ter que voltar para a sua vidinha miserável, a sua realidade, de onde você nunca vai sair porque não tem coragem de mudar. O fundo do poço é escuro e cheio de anti depressivos.

Lembrei de uma frase que há muito tempo não vinha a minha cabeça:

” Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo” ( eu sou o rei das frases de porta de banheiro)

Nossa, texto pra baixo. Bem, acho que já chega de discutir meu defeitos por essa semana. Nas semanas seguintes passaremos para o mau-humor, sarcasmo, humor negro.

Ps. Não vou editar esse texto.

Nego que te amo

Mas nego em silêncio, para que não me ouças.

Porque quando te amo

Amo baixinho, ao pé do ouvido.

Pois meu amor é como a brisa

Que farfalha as folhas das árvores no inverno

Passageiro, mas queima, arde

Fugaz, assaz, furioso.

Como uma tempestade em dia de verão

Que dura dias, talvez horas

E nada mais.

Feliz nesse momento.

20.000 visitas Weeeeeeeeeeeeeee

Para o alto, alééééém.

Muito embora o dia dos namorados já tenha passado, ele com certeza marcou a todos nós independentemente de termos uma namorada (ou namorado, vai saber).

Os que possuem namorada nesse momento devem estar sentindo uma leveza, a falta de alguma coisa. E na grande maioria das vezes se deve a falta de pelo menos 50 reais se você for um namorado que gosta de mimar a sua garota, 50 se você gosta de sair com ela e de fazer alguma coisa romântica, ou 10 reais se você pensar que nem eu. Alguns outros tipos de homens podem ainda sentir essa leveza por alguns meses a mais do que os outros, no que chamamos de prestação. O que de qualquer forma não é recomendado fazer.

Por quê?

Ora, porque digamos que você vai lá e escolhe algumas coisinhas que você vai gostar, e outras que você acha que ela vai gostar o que dificilmente acontece, a não ser que você compre o que ela quer, o que também raramente acontece. O fato de não comprarmos o que vocês querem é porque n maioria das vezes nós não estamos prestando atenção ao que vocês dizem e acabamos concordando com tudo. E claro, esse tipo de atitude pode gerar inúmeros problemas, como o fato citado acima, da sua garota não gostar do presente, passando por algumas situações constrangedoras envolvendo lingerie e a sua garota (ficou claro quem vai estar na lingerie?), e fugas de igrejas.

Mas enfim, continuando.

Você então foi lá e comprou aquelas coisinhas legais que um pé rapado que nem você só poderia comprar em trezentas vezes de X R$ e acabou dando tudo pra ela acreditando que sue amor estaria feliz, e que vocês ficariam juntos pelo resto da eternidade, e caminhariam ao pôr-do-sol, andariam de pedalinho na redenção, comeriam algodão doce no parcão…

Beeeeeeerrrrr…errado.

Duas semanas depois vocês entram em acordo e acabam o namoro. Ela entra com o pé, e você com a bunda. Então daí você percebe que ainda tem um zilhão de prestações para pagar daquelas tranqueiras que você comprou pra ela, mas quem na verdade vai aproveitar mesmo aquela outra “coisinha” que você comprou é o Ricardão ali do lado (sem trocadilhos, por favor).

Sacou o que quis dizer?

Não que eu ache estritamente necessário algo especial nessa data. Afinal é apenas mias uma daquelas datas inventadas para fazer com que você gaste aquele seu precioso dinheirinho que você economizou para aquela edição especial de GTA IV em alguma coisa bonita, cara e que provavelmente não vai ficar com você.

Claro que é bem difícil de convencer as garotas desse ponto de vista, principalmente se elas acabaram comprando alguma coisa para você. Então a não ser que você se garanta com algum tipo de desculpa (ou faça como um amigo meu que terminou o namoro uma semana antes, e depois de passado o dia voltou com a garota (Juro *)) vale apena dar uma passadinha no 1,99 ou no camelô mais próximo.

Claro que o dia dos namorados não se resume a presentes. Como todos os outros dias ele também é sobre:

Sexo.

Claro, para todas aquelas pessoas arroz com feijão hoje é um dia especial. Mas se você realmente comemora esse dia como um dia especial ele ainda é mais do que isso, ele é um dia onde você vai pensar apenas naquela outra pessoa que faz com que sua grana suma, com que sua conta de telefone aumente, com que sua mãe brigue para que você saia do PC, e com que você comece a saber como são ruins os atrasos. A sua namorada. Ah tri.

E para as pessoas solteiras o que sobra?

Sobra um dia de mau-humor, maldições, dor de cabeça, raiva reprimida e no fim algum filme com a Julia Roberts, ou a Sandra Bullock. Ou se você escolher pelo lado que ignora esse dia como data festiva (o que te obriga a ignorar também a Páscoa, Natal e o dia das crianças dependendo da sua idade), você pode simplesmente escolher ir beber em algum lugar lúgubre e acordar no outro dia abraçado na privada, ou com alguma coisa deitada do seu lado. Grandes opções.

A verdade é que se você tem alguém que realmente gosta, não deveria celebrar isso apenas no dia dos namorados, e sim em todos os dias possíveis. Se você não tem namorada, compre Crysis e seja feliz.

Crysis.

Eu não sou tão velho assim, mas de qualquer forma eu me lembro de algumas coisas as vezes que fazem parecer. E os trapalhões é uma delas com certeza.

Talvez o único programa da televisão brasileira, sem ser da TV a cabo, ou a TV colosso, que eu realmente gostei de assitir quando era moleque. Talvez até mesmo por isso eu tenha gostado tanto. Porque eu era moleque.
Bons tempos creio eu. Um tempo onde o Didi era engraçado, e onde as pessoas ainda não estavam saturadas dessas porcarias humorísticas que estão soltas por ai.

É velho, talvez brega, mas é clássico. Bem, ao menos pra mim.


(Foto roubada)

Why do you want me to be what I could never be?
Why do you want me to act like I was another man?
You always say I’m crazy, then why do you stay with me?
Oh, tell me why…

Julie delpy


Cínicos? Sim cínicos, isso é o que nós somos. Claro além do costumeiro egoísmo e ambição, e em alguns casos, mente pequena.

Seres humanos, ou quase isso já que nem sempre somos tão humanos assim, mas isso não me cabe discutir nesse parágrafo.

Eu já falei tantas vezes sobre nossas máscaras e sobre a nossa ignorância, sobre a nossa massificação e sobre nossas mentes pequenas, mas todas elas, assim como essa foram muito mais um exercício de revolta mental do que realmente um grito a plenos pulmões para que todos ouvissem.

Pois afinal em uma país em que a grande maioria da população não lê nem mesmo um livro por ano, não posso eu esperar que vão ler ao menos uma linha desta escrita torta e por vezes tortuosa.

Poderia se dizer que eu estou pregando moral de cueca, pois afinal eu admito ter todos os tipo de vícios que um ser as vezes humano tem durante a sua vida. Every single one.

Esses dias, dentre todas as coisas na qual eu observava sobre as nossas relações humanas, posso dizer que uma chamou mais a atenção de meu pensamento do que as outras. Foi a nossa capacidade de sermos cínicos uns com os outros. De certa forma é algo com a qual convivemos no nosso dia a dia, algo com a qual estamos acostumados, mas como bons seres humanos, e bons cidadão, e para alguns bons cristãos, é totalmente impensável assumir que façamos algo desse tipo. Pois afinal todo mundo é bom, todo mundo é certo. Por isso que as cadeias estão cheias não é mesmo?

Orgulho? Sim, também. Aquele balãozinho que fica do nosso lado, e cresce conforme as pessoas puxam o nosso saco, ou aquela garota linda dá mole. Mais um pecado, mas o que é um dentre um exército?

Mas continuando, eu estava me lembrando da forma como nós nos tratamos, todos aqueles “bom dia, como vai você”, sendo que nem mesmo queremos saber nada da pessoa, todas aquelas conversas sobre como vai a família, como vai a vida, o famoso “será que chove?”.

Entendem aonde eu quero chegar?

A frente das pessoas nós as amamos, mas por trás fincamos facas, bloqueamos coisas internetescas, viramos a cara e fingimos que não vimos.

E porque tudo isso? Não seria mais fácil simplesmente chegar e dizer algo para nos afastarmos? A verdade uma vez na vida?

Claro que não seria. Falar a verdade na sociedade onde vivemos é apenas a saída de emergência, quando nada mais funciona. Hum, será que somente eu vejo o problema nessa afirmação acima? Só eu acho que há algum tipo de inversão de idéias na nossa sociedade.

Talvez sim, talvez não, mas como eu disse: Apenas um exercício de revolta mental, não um grito a plenos pulmões.

Talvez isso fique entre mim e o blogue, ou entre mim e você, ou talvez isso ultrapasse nós dois. Quem sabe?

Isto é a História de uma longa conversa. Contínua e eterna enquanto os que nela dialogarem forem iguais aos de agora.

Ares está na sala, dorme o merecido sono dos inocentes. Asmodeus está no quarto, tenta descobrir o último nome de Deus. Relaxa os dedos das teclas da velha máquina. Confuso e exausto, acende um cigarro e fecha os olhos. Pouco depois, o som da máquina de escrever interrompe o silêncio:

“Esta letra A será escrita exatamente agora:”

“A”

De repente, A cresce. Treme desconfortavelmente e cresce. Em um instante já cobre as outras letras com seu tamanho, até que descola da página e infla, toda preta e triangular.

Aeu, Asmodeus, atônito, ando até a ala. Alá! Antevendo Aleph ali, acordo Ares. Assustados…

Os dois saem da casa moderna e miram a hipnótica A. Sua ponta quebrou um lado da casa, felizmente, porém, foi contida pelo concreto armado em ferro. Passado o perigo, Asmodeus e Ares continuam o diálogo:

- A fumaça helênica chega em todos os lugares, caro Ares. Invade toda fenda, através do tempo. Ela queima. Palavras são engolidas, músicas emudecem: a informação borbulha virtualmente e estupidamente, evaporando do mundo real.

- Informação é poder, revolução contra-apocalíptica, as cidades vazias previstas não serão construídas.

- Construída será então a barbárie, camarada. O poder deve ser evocado do passado, estabilizado. Autoridade terrena não manda no meu terreno.

- Ipsis litteris, comerciante oriental, mas não entenda mal. Não haverá barbárie, ela será sufocada. Amemos o conhecimento e esperemos. Fique com seus irmãos e seu Deus - os escravos são meus.

- Virtus et fortuna? Chega! Nego-me a ver teu deus. Em um tempo ao Oeste já fomos irmãos, isto não é lógico?

Param. Asmodeus apaga o cigarro. Olha a lua. Olha Ares. Este olha para a casa. Olha os chifres do Alpha e sente por um instante um delírio. Seria o início o fim de algo, e este fim um novo início? Se assim for, este algo é o único? Talvez então uma coisa seja todas as coisas. Um homem, todos os homens.

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